Bioinsumos sem misticismo: o que é, o que faz e o que não faz
'Biológico' virou palavra da moda no agro — e, como toda moda, junta verdade com exagero. Vale separar.
'Biológico' virou palavra da moda no agro — e, como toda moda, junta verdade com exagero. Vale separar.
Bioinsumos são produtos de organismos vivos, em três famílias: os que nutrem ou inoculam, os que estimulam a planta e os que controlam pragas e doenças. Não é nicho marginal: já existem mais de 500 produtos registrados no país. E não é mágica — os que matam praga têm mecanismo definido: uma bactéria produz cristais tóxicos pra lagartas, um fungo penetra a cutícula do inseto e causa doença fatal.
Bioinsumo não é varinha de condão nem 'menos sério' que o químico. Bem escolhido e bem manejado, reduz custo e pressão ambiental sem abrir mão de resultado.
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O nitrogênio que a soja fabrica de graça
O nitrogênio é o nutriente que a soja mais consome — e o mais caro de fabricar. Cada tonelada de amônia gasta o equivalente a uns 6 barris de petróleo, e por isso o adubo nitrogenado segue o dólar e a energia, subindo quando o produtor menos quer. A soja brasileira resolveu isso com biologia — e a conta dá bilhões.
Bioestimulante: o que micro-organismos fazem pela planta sob estresse
Nem todo produto biológico mata praga ou fixa nitrogênio. Há uma categoria que faz algo mais sutil e cada vez mais valioso: o bioestimulante.
A dupla que turbina a raiz: por que co-inocular a soja
Por mais de cem anos, a fixação de nitrogênio mais usada foi a simbiose entre rizóbios e a soja. Mais recentemente entraram em cena bactérias que vivem ao redor da raiz: fixam menos N, mas produzem fito-hormônios de crescimento.