Bioestimulante: o que micro-organismos fazem pela planta sob estresse
Nem todo produto biológico mata praga ou fixa nitrogênio. Há uma categoria que faz algo mais sutil e cada vez mais valioso: o bioestimulante.
Nem todo produto biológico mata praga ou fixa nitrogênio. Há uma categoria que faz algo mais sutil e cada vez mais valioso: o bioestimulante.
Em vez de atacar um inimigo externo, ele ativa processos naturais da própria planta — absorção de nutrientes e tolerância a estresses. Na prática, pode elevar a produção de fito-hormônios e ligar mecanismos de tolerância a seca, calor e salinidade. Em ano de clima irregular, planta que aguenta melhor o aperto entrega mais produtividade no fim.
O campo é jovem: o que se conhece da microbiologia do solo é a ponta do iceberg. Não substitui o manejo — dá à lavoura uma margem extra de resiliência.
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O nitrogênio que a soja fabrica de graça
O nitrogênio é o nutriente que a soja mais consome — e o mais caro de fabricar. Cada tonelada de amônia gasta o equivalente a uns 6 barris de petróleo, e por isso o adubo nitrogenado segue o dólar e a energia, subindo quando o produtor menos quer. A soja brasileira resolveu isso com biologia — e a conta dá bilhões.
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A dupla que turbina a raiz: por que co-inocular a soja
Por mais de cem anos, a fixação de nitrogênio mais usada foi a simbiose entre rizóbios e a soja. Mais recentemente entraram em cena bactérias que vivem ao redor da raiz: fixam menos N, mas produzem fito-hormônios de crescimento.