O porco que come menos soja
A Muyuan, maior produtora de porcos da China, reduziu o farelo de soja na ração de 9,8% em 2020 para 5,7% em 2023 — bem abaixo da média do setor, que ainda usa entre 13% e 18% (relatório anual da empresa). O motivo é dieta de baixa proteína: mais aminoácidos sintéticos, menos farelo por quilo de car
A Muyuan, maior produtora de porcos da China, reduziu o farelo de soja na ração de 9,8% em 2020 para 5,7% em 2023 — bem abaixo da média do setor, que ainda usa entre 13% e 18% (relatório anual da empresa). O motivo é dieta de baixa proteína: mais aminoácidos sintéticos, menos farelo por quilo de carne.
Se o resto da suinocultura chinesa copiar esse padrão, a conta cai pesado: entre 25 e 30 milhões de toneladas de farelo a menos — equivalente a toda a exportação projetada dos Estados Unidos à China em 2026 (Cogo Inteligência em Agronegócio, jul/2026).
O risco não está no grão, está no farelo — e é ali que mora a margem de esmagamento das processadoras.
Do lado de quem produz: quem vende soja para a China hoje vende ração de porco. Você já calculou quanto da sua safra depende dessa eficiência?
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