Do grão ao porto: a viagem que define a margem
Colher é metade do trabalho. Depois do grão no caminhão começa a outra lavoura — a da logística: armazenagem, transporte, porto, embarque. E é nesse caminho que a soja brasileira costuma perder dinheiro.
Colher é metade do trabalho. Depois do grão no caminhão começa a outra lavoura — a da logística: armazenagem, transporte, porto, embarque. E é nesse caminho que a soja brasileira costuma perder dinheiro.
Estima-se que a maior parte da soja ainda chegue ao porto pelo modal mais caro, a rodovia. Distância enorme + dependência de estrada = frete alto que sai do bolso de quem produz. Sem silo, o produtor ainda vende na colheita, justo quando o preço está no piso.
No fim, tudo isso vira basis: o preço que o produtor recebe é o de Chicago menos o custo de tirar o grão de dentro do Brasil. Logística não é detalhe operacional — é cotação.
A renda não se decide só na lavoura. Se decide no caminho até o porto.
Quanto do seu preço some no frete?
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