O fim do crescimento de dois dígitos
De 2000 a 2016, as importações chinesas de soja cresceram 16,1% ao ano — o motor que puxou a expansão da fronteira agrícola brasileira. Essa fase acabou: entre 2017 e 2027 o ritmo caiu para 2,1% ao ano, e a projeção para 2028-2035 é de 2,4% (Cogo Inteligência em Agronegócio, jul/2026).
De 2000 a 2016, as importações chinesas de soja cresceram 16,1% ao ano — o motor que puxou a expansão da fronteira agrícola brasileira. Essa fase acabou: entre 2017 e 2027 o ritmo caiu para 2,1% ao ano, e a projeção para 2028-2035 é de 2,4% (Cogo Inteligência em Agronegócio, jul/2026).
O combustível da primeira era foi o prato do chinês: consumo de carne per capita saltou de 42,9 para 54,4 kg por habitante ao ano só entre 2000 e 2016, alta de 27%. Com a população ativa da China encolhendo, esse salto não se repete.
Não é fim de demanda — é fim do crescimento de dois dígitos. Quem planeja expansão de área pensando na China dos anos 2000 está lendo o mapa errado.
Do lado de quem produz, o próximo ciclo pede outra régua. A sua conta já mudou?
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